Eu tenho medo de morrer.
Mas, por favor, não me entenda mal.
Não estou falando da minha carne apodrecer ou da poeira sobre meu peito.
Não estou falando da porta do meu caixão ou da cruz da minha lápide.
Estou falando de você me esquecer,
Esquecer do meu cheiro
Do meu sabor
Do meu amor.
Me apagar da sua mente,
da sua memória.
Rasgar a história.
Lembre-se de mim, por favor
Nem que seja por um borrão de caneta ou um passo em falso em nossa valsa.
Que você me leia em uma página qualquer
E lembre-se de uma frase curta ou de um erro gramatical
Antes de fechar o livro para sempre.
Matias Collaço Scolaro